Nas últimas duas semanas, tenho trabalhado com um consultor que é deficiente visual. Esta experiência tem me trazido um grande aprendizado a cerca dessas pessoas, como são habilidosas e independentes, mas como eu disse a ele, tem coisas que achamos difíceis pra eles, mas eles tiram de letra, outras que achamos básicas eles tem dificuldade, então como agir?
Bom, uma amiga circulou no e-mail da empresa algumas dicas de como ser útil para um deficiente visual, veja logo abaixo:
- Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
- Ao entrar num recinto onde se encontra um cego, fale com ele. Isso o ajudará a identificá-lo.
- Apresente seu visitante cego a todas as pessoas do grupo. Assim procedendo, você facilitará sua integração.
- Se estiver conversando com ele, avise-o ao se afastar, principalmente se o local for barulhento, pois ele poderá continuar falando sozinho.
- Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
- É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
- Ao orientar um cego, não diga apenas à direita ou à esquerda, aqui ou ali. Essas informações são falhas e imprecisas. Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
- Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
- Auxilie sempre a pessoa cega que pretenda atravessar a rua ou se utilizar de um meio de transporte, ainda que outro deficiente tenha recusado sua ajuda. A maioria lhe agradecerá o gesto.
- Procure atravessar a rua com o cego em linha reta, pois do contrário ele poderá perder a orientação.
- Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
- Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
- Não deixe de falar de coisas inadequadas quanto à sua aparência física. Faça-o, contudo, com delicadeza para que ele não passe por situações constrangedoras.
- Ao acompanhar um cego a um restaurante, leia as opções do cardápio juntamente com o preço.
- Oriente o cego durante as refeições apenas quando for estritamente necessário.
- Informe a pessoa cega com relação à posição dos alimentos colocados em seu prato.
- Não encha a xícara ou o copo da pessoa cega até a beirada. Neste caso ela terá dificuldades em mantê-los equilibrados.
- Não deixe objetos no caminho por onde uma pessoa cega costuma passar.
- Não bata a porta do automóvel onde haja uma pessoa cega sem ter a certeza de que não lhe vai prender os dedos. Avise que irá fechar a porta.
COMO APOIAR O ESTUDANTE CEGO
- Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer ao estudante, elementos referentes ao conteúdo da cada aula.
- Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.
- Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito.
- Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo: antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia; durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência.
- Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objectos, figuras, etc.
COMO AJUDAR UM SURDOCEGO
- Ao aproximar-se de um surdocego deixe que se perceba, com um simples toque, da sua presença.
- Qualquer que seja o meio de comunicação adaptado faça-o gentilmente.
- Combine com ele um sinal para que ele o identifique.
- Aprenda e use qualquer que seja o método de comunicação que ele saiba, mesmo que elementar.
- Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil ajude-o a aprender.
- Tenha a certeza de que ele o está percebendo.
- Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.
- Se estiverem outras pessoas presentes avise-o quando for apropriado para ele falar.
- Avise-o sempre do que o rodeia.
- Informe-o sempre de quando vai embora, mesmo que seja por um curto espaço de tempo.
- Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se não estiver, vai precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.
- Mantenha-se próximo dele para que ele perceba sua presença.
- Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.
- Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.
- Um surdocego que apoia no seu braço percebe-se qualquer mudança do seu andar.
- Confie na sua cortesia, consideração e senso comum. É normal esperar algumas dificuldades na comunicação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário